Só graduação importa ?

[adrotate group=”10″]Experiência e um bom pacote de certificações, vale mais que uma graduação? Nas grandes empresas, não, mas o que Bill Gates, Steve Jobs, Michael Dell e Mark Zuckerberg têm em comum ?, além de serem empreendedores bem-sucedidos e milionários? Os quatro ícones da tecnologia tinham pressa e não concluíram a faculdade. Com uma boa ideia na cabeça e muita disposição, eles fiz eram uma opção arriscada e se deram bem, muito bem. E se a ideia é empreender, o canudo pode não fazer tanta falta.

Mas será que hoje o mercado aceita profissionais que não têm graduação?

Existe 2 respostas para essa pergunta. Se sua intenção é trabalhar numa grande empresa ou banco e ainda combinar tecnologia com negócios, o diploma conta, sim, e muito. Se, por outro lado, a opção for montar um negócio próprio ou trabalhar em empresas pequenas e médias, experiência de mercado e um bom conjunto de certificações podem ser mais do que suficientes.

Só com diploma?

Na BRQ IT Services, fornecedora de serviços de TI, a graduação não é essencial para cargos técnicos. Segundo Andrea Quadros, diretora de RH, o mais importante é a experiência em outras empresas, as certificações e o conhecimento de diferentes linguagens de programação. “Não fazemos restrição. Procuramos olhar sempre para o histórico profissional”, diz Andrea.

Nas grandes corporações ou bancos, como o Itaú Unibanco, experiência e bom portfólio são importantes, mas formação superior é essencial. A superintendente de consultoria do banco, Vera Bernardino, diz que a área de TI é core business no sistema financeiro e, por isso, é importante que o profissional seja mais do que um técnico. “Ele deve ser um consultor em tecnologia. E para isso a formação superior é o primeiro passo”, afirma Vera.

O consultor Alfredo Pinheiro, presidente da Compass Management Consulting, faz uma distinção entre a área técnica e a de business. Na técnica, é possível encontrar pessoas competentes sem ensino superior que vão crescer e se dar bem na carreira. “Mas estamos falando de casos isolados. Hoje, mais do que nunca, os diplomas importam, assim como MBA e pós-graduação.” Mas Pinheiro acredita que a veia empreendedora pode muitas vezes substituir a formação acadêmica. Isso leva a histórias como as dos fundadores da Microsoft, da Apple, da Dell e do Facebook, que correram atrás de um sonho na juventude e trocaram as aulas formais pelo desejo de acontecer.

A verdade é que com ou sem graduação, o principal para seu sucesso é sua dedicação e esforço.