Tablets e saúde: muito mais do que você pensa

por Rodrigo Souza – Consultor de TI e Negócios para Saúde da ECO Sistemas

Seu Marion está no segundo livro digitado no seu PC. A internet é usada apenas para emails, falta intimidade. Ele me viu usando um tablet e perguntou o que era. Mostrei o que esse aparelhinho podia fazer. Aproveitei para enfatizar algumas características. Empolgado, questionou o uso do aplicativo na saúde, que é o meu trabalho. Sem pestanejar, busquei ampliar seu horizonte sobre a tecnologia na saúde. Afinal, a dúvida dele também deve ser a de muitas pessoas que não sabem como seu bem estar pode ser ampliado com esta utilização.

O uso do tablet na saúde começa pela principal característica que é a mobilidade. Este dispositivo aproxima o médico do paciente, permite que o profissional de saúde tenha em suas mãos todo o prontuário, visualizando os exames radiológicos, laudos do laboratório, sinais gráficos dos eletrocardiogramas, no mesmo momento em que conversa com o paciente. Pode-se gravar depoimentos em vídeo, fotografar áreas afetadas e a evolução de cura, mantendo no registro eletrônico não apenas informações dos profissionais, mas também do próprio paciente.

Alguns tablets são tão específicos que incluem sensores de temperatura e pressão, leitores de código de barra, facilitando a identificação correta do paciente através das pulseiras e a administração de medicamentos, evitando erros. Os recursos físicos são potencializados quando associados a outras tecnologias como interfaces bluetooth, wi-fi e entradas de vídeo. Alguns destes tablets são levados ao centro cirúrgicos e lavados, depois.

Junto à internet, o tablet permite acessar sites e obter as informações disponíveis. Fica fácil para médico e paciente consultarem formas de tratamento, conversar com outras pessoas sobre suas experiências e acrescentar conhecimento. Hoje em dia, a educação ao paciente é uma das maiores preocupações das instituições de saúde.

Através da comunicação pela internet, os profissionais de saúde trocam informações em conversas sobre os diversos casos clínicos, discutem a condição de um paciente específico, avaliam as situações usando os mesmos dados do prontuário e até observam o paciente, como se lá estivesse. Isto é telemedicina! Que, é claro, vai muito além. Mas falando de tablet, mobilidade, internet e comunicação à distância agregam valor ao tratamento e com a possibilidade do “ao vivo”.

Seu Marion ficou realmente muito impressionado.

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