TI e Marketing, uma parceria de sucesso.

A TI mudou a forma de viver de toda a sociedade, e reestruturou a forma de ser e agir de diversas pessoas e setores.

Essa transição gerou uma nova e provavelmente inquebrável parceria entre a TI e o marketing.

Em sua nova apresentação, ou o que seria talvez uma “terceira grande era” do marketing, e que segundo Philip Kotler em Marketing 3.0, (é a hora do marketing focado no ser humano como um ser pleno), o marketing não está mais orientado ao produto, que não deixa de ter importância, mas o foco agora é outro.

“Nos últimos 6.000 anos o campo de marketing foi considerado como feito de artistas de segunda classe, trapaceiros, ‘picaretas’ e distribuidores de mercadorias de segunda mão. Muitos de nós já foram ‘ludibriados’ pelo trapaceiro; e todos nós alguma vez já fomos levados a comprar toda espécie de ‘coisas’ que, na verdade, não precisávamos e que, mais tarde,
descobrimos que nem ao menos queríamos.” (FARMER, 1967, p.1)

A nova apresentação do marketing de forma interativa e seletiva, é uma expressão prática da tendência de postergar o produto, de permitir a adequação aos gostos das pessoas, a liberdade de ir até a loja e escolher o seu produto está mais cômoda com lojas que agora são virtuais.

As redes sociais tornam realidade a democratização da informação, você busca o que quer e deixa de ver o que não lhe interessa.

Com isto, o trabalho em marketing se torna mais exigente, é necessário colocar o seu conteúdo online com a preocupação de atrair o público certo, e a consciência de que se a sua apresentação, ou o atendimento, ou a logística (para os casos de compras online) desagradarem, o consumidor abandonará a sua marca e associará uma visão negativa que será muito forte, e dificilmente reversível.

Além disso ainda será uma fonte pessoal(família, amigos, vizinhos e conhecidos), negativa, influenciando outros consumidores em potencial.

O contágio pode ser positivo, e negativo, em ambos os casos tudo acontecerá muito rapidamente e os problemas referentes serão o acompanhamento desse fenômeno de influência, neste processo de “entropia social”, e se é possível ou não a existência de um plano de contingência para os casos de desastre, de uma mancha na marca.

Os círculos sociais estão mais segmentados, maiores e da mesma forma que isso é útil ao especialista de marketing, pode ser uma poderosa fonte de fracasso, pois se um indivíduo influenciador de um círculo social, uma tribo urbana, que agora é muito mais virtual, se descontentar com a sua marca, ou o seu produto, você corre o risco de perder todo aquele grupo.

O marketing digital, em suas diferentes etapas e maneiras de ser executado, é um ajudante poderoso, ou um inimigo cruel, pois refletirá para a sociedade os verdadeiros valores da empresa. Não os valores que estão no papel, ou no website, que são belos e tocantes, mas os que são realmente praticados pela empresa.

Refletirá a estrutura, e se forem díspares, refletirá os pontos fracos da empresa visíveis para toda a sociedade, e claro, para a concorrência.

Portanto, essa parceria precisa ser abraçada o quanto antes por profissionais que queiram ser bem sucedidos na área do marketing, e mesmo que ainda hajam outras formas, a tendência é que o marketing se volte quase completamente para o marketing digital.
E é uma alternativa poderosa, um mercado vasto para profissionais de TI de igual maneira, pois a TI apoiando os processos comerciais inevitavelmente será incluída ao marketing digital.

Mas a dupla dinâmica não salvará o mundo, se os demais departamentos da empresa não seguirem o que se espera de empresas alinhadas com os novos rumos do comércio, e não houver uma mudança organizacional favorecendo isto, o resultado será o fracasso.

Written by David Ohio

Tem 10 anos de experiência no mercado de tecnologia da informação, prestando serviços para empresas nacionais e multinacionais.
Atualmente é CIO na Ohiotech, empresa especializada em desenvolvimento de soluções em tecnologia da informação.